Há cinco anos, a fagofobia me impedia de comer em paz. Eu não conseguia lembrar a última vez que havia engolido um alimento sem que o medo tomasse conta de mim. Comer, que deveria ser um ato tão simples e instintivo, se tornou pra mim um pesadelo diário.
Foi minha irmã que encontrou o contato da Dani na internet, enquanto procurava alguém que pudesse me ajudar a enfrentar essa minha “doença”. Ao longo da vida, já tinha passado por várias abordagens terapêuticas e sido acompanhada por diversos profissionais para tratar de outras questões. Então, quando conheci a Dani, a primeira pergunta que fiz foi: “Eu preciso acreditar que vai dar certo? Porque, sinceramente, eu não acredito que vá funcionar.”
Hoje, posso afirmar com toda a certeza: funciona! A Dani me mostrou que a fagofobia era apenas a ponta do iceberg; havia tantas outras questões escondidas, esperando para serem descobertas e retrabalhadas na minha cabeça. Ela me guiou a olhar para trás, a entender aspectos do meu passado que eu nem imaginava estarem conectados ao meu medo. Em cada sessão, fomos conversando sobre esses pontos e fui aprendendo a enxergar com novos olhos e ressignificar momentos do passado. Aos poucos, voltei a engolir sem o peso do medo que me acompanhava há tanto tempo. Jamais pensei que isso tudo estaria interligado.
Sei que ainda tenho um longo caminho pela frente, mas sinto uma gratidão imensa por ter encontrado a Dani. Ela me devolveu a esperança de vencer essa situação que eu achava que fosse irreversível.
Renata O. – Paris
Eu, Jaqueline, há 30 anos atrás, passei por um susto quando meu filho, que tinha 2 anos engasgou. E esse processo de susto foi muito grande, aos poucos fui me sentindo diferente na hora de me alimentar, o meu cérebro começou a dar sinais de alerta, mas mesmo assim me alimentava. Aos poucos esse medo foi aumentando e comecei a “enganar eu mesma”, saia toda hora da mesa, estava ansiosa, o medo era muito grande, emagreci e fui parar em 36 quilos, e eu tinha medo de contar, que as pessoas i riam achar que eu estava louca. Um dia tive coragem e contei para minha mãe, porque ela
percebeu que eu não estava comendo nada. Ela me levou no homeopata, o que aliviou minha ansiedade, só que o pensamento do medo de comer continuava martelando. Com o passar do tempo fui aprendendo a conviver com isso, fui me l imitando em várias coisas, . No restaurante, achava que as pessoas estavam me observando, me vigiando, e isso era muito forte. Em 2018 precisei colocar aparelho, foi um tormento, mas
superei, fui numa fonoaudióloga, a Dra Silmara, que é um anjo na minha vida. Ela descobriu que eu tinha a língua presa, não para falar, mas para deglutir. Fiz a cirurgia e nesse período, contei para ela que tinha a fobia. Contei a história e ela me indicou a Dra Daniela. A Dra Daniela é outro anjo na minha vida. Depois que comecei a fazer a terapia, comecei a ver mais o porque desse medo, que eu achei que era só pelo meu filho ter engasgado, mas não, eu também engasguei quando era criança. E tem outra coisa, quando ficamos quietos, engolindo sapo das pessoas e
não podemos falar, a garganta vai ficando um bolo, porque não podemos expressar o que pensamos e sentimos, temos sempre que ser bonzinhos e a carga vem toda sobre nós.
Eu me vi com a terapia e comecei a melhorar, fiquei mais solta, estou perdendo o medo de falar e o de engolir melhorou muito, porque aprendi que tudo é no seu tempo: eu como devagar,
não fico mais preocupada se todos j á comeram, continuo comendo. Antes eu parava de comer.
E percebi com os relaxamentos que a doutora ensina que a garganta fica mais solta e os pensamentos mais leves, o que é
ótimo. O que todos perguntam: será que vou parar de pensar nessa
fobia? Será que vai acabar? me dava muita ansiedade de querer sarar logo, mas percebi que é só o tempo, e aceitar que eu posso i r mudando o meu j eito de pensar, de agir com a pessoas e comigo mesma, não ficar me martirizando.
Saia do seu ninho de conforto, não tenha medo, saia para comer. O que nosso pensamento quer é que a gente fique pensando negativamente. Libere, faça uma caminhada, dança, ri, faz um esporte. Eu sempre amei dançar! É o que me
energiza com coisas boas. Eu sempre lutei com essa fobia. Quando começou eu tinha 21
anos. Hoje tenho 52 anos e meu peso é 56 quilos. Nunca mais emagreci por causa por medo.
E nesses meus 52 conheci essa maravilhosa terapeuta Dra Daniela, que fez eu ver o todo, enxergar que não só eu tenho esse problema, eu acreditava que era só eu. Depois conheci várias pessoas na Live (no Instagram e no Youtube), que me ajudou muito a ter confiança em mim, e ver que eu posso comer no meu tempo e no meu j eito. Tem cura, não tenha medo de procurar ajuda. Tenha coragem, porque melhora muito.